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Obra de Arte na Gestão
de Pessoas: AquaRHela
Gervazio Macedo Filho*
Nos dias 5 e 6 de outubro, tive a oportunidade de
participar do Congresso Gestão de Pessoas com
o tema: A nossa AquaRHela é de Gente, que aconteceu
em Salvador. Pude me maravilhar com diversas palestras
e assisti-las ao lado de grandes nomes da contemporaneidade,
como Augusto Minarelle, Dulce Magalhães, Eduardo
Carmello, Eugênio Mussak e Paulo Gaudêncio.
Pude perceber que esse congresso teve como "foco"
à funcionalidade das equipes de trabalho e
a importância do gestor de RH para conduzi-las,
utilizando o talento individual de cada um, com foco
grupal. Como disse o consultor Robson Motta Barros
" o papel do gestor de RH é o papel do
líder. E o papel do líder é incluir,
e incluir é integrar".
Segundo os estudiosos sobre comportamento humano possuímos
"um cérebro racional e um cérebro
emocional". Esses mesmos especialistas afirmam
que nossa educação é "arcaica",
pois nos educa a ser "racionais", no entanto
já foi comprovado que agimos mais rapidamente
e melhor quando utilizamos as emoções.
Robson Motta Barros falou que as pessoas necessitam
hoje também do “salário emocional",
ou seja, reconhecimento.
Sou estudante de administração, e foi
nesse congresso que percebi a grandiosidade do trabalho
e a responsabilidade do gestor de RH. Estamos acostumados
a um RH mecanicista, burocrático, cheio de
métodos e processos para se fazer uma coisa
simples, "cuidar do capital social da empresa".
Dulce Magalhães falou de "Como Começar
a Pensar em Construir as Oportunidades nas Adversidades".
Segundo Dulce, "a adversidade é fruto
de um comportamento" e esse comportamento é
gerado a partir das coisas que vemos, afinal "não
vemos as coisas como elas são, vemos as coisas
como nós somos".
Entendendo isso, lembro que o consultor Raul Alberto
Marinuzzi comentou sobre "Ambiência Propícia",
que é o resultado da criação
de um ambiente em que todos se sintam bem e abertos
para expressarem o que sentem sem medo de reações.
Dessa forma, é possível concluir que
uma organização terá um ambiente
propício ou não a depender do comportamento
daqueles que a compõe. Aí está
o desafio do gestor de RH, conduzir a organização
e influenciar o comportamento das pessoas para que
seja criado um ambiente propício, onde a as
pessoas possam trabalhar bem e felizes.
Ao assistir a palestra do professor Hélio Santos
pude entender o porquê do nome AquaRHela: Hélio
afirmou que "não se promove à diversidade
sem equidades", e equidade é tratar as
pessoas de acordo com suas necessidades, ou como elas
querem ser tratadas. Como dizia Peter Druker "uma
força de trabalho diversificada é um
fator obrigatório para uma empresa ser bem
sucedida no terceiro milênio".
Sendo assim a AquaRHela só podia mesmo ter
acontecido na Bahia: lugar de povo singular e plural,
de pessoas de atitude que atuam com responsabilidade
social e promovem a diversidade nas organizações.
Pessoas que tornam o sonho realidade e que buscam
sempre mudar para melhor. Lugar onde a aquaRHela é
de gente.
*Gervazio
Macedo Filho é estudante de Administração
da FacDelta.
gervazio.macedo@uol.com.br
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