Ponto de vista acerca do Ambiente Corporativo
Me
encontro na areia, sentado ao sol em busca de uma
oportunidade. O mar aberto repleto de tentações
e desafios me seduz, traz oportunidades mil, as
quais sinto-me atraído e ao mesmo tempo assustado.
Bom nadador que sou, não temo por enfrentá-lo,
mas o receio de uma ressaca, fora de época,
me faz pensar se esse mar é seguro ou não,
pois por melhor que sejam minhas braçadas,
a força das águas é maior que
eu e deveras mais forte com aqueles que a desafiam.
A
comodidade de um aquário me faz pensar se
devo atirar-me com vontade nesse mar. Estabilidade
e a segurança em minha redoma de vidro, onde
cada canto já conheço de cor. Há
instantes em que sair dessa estrutura segura, é
um tanto difícil, meu cardume fechado de
relacionamentos, me fornece tudo que preciso, tenho
alimento, tenho o repouso, sei quem posso confiar.
Os tubarões também existem, mas são
menos numerosos que em mar aberto, afinal, as paredes
que nos limitam são as mesmas, mesmo que
se escondam é possível achá-los
facilmente.
No
mundo corporativo, o lado da mesa, do balcão
que nos encontramos é um tanto parecido com
um aquário e o mar. De nossos devidos postos,
somos observadores, sabemos cada semblante, onde
podemos pisar e até mesmo se devemos nos
atrever a atravessar essas bancadas que nos “protegem”.
É
preciso saber a hora exata para cada movimento,
por isso, uma forte teia de relacionamentos ajuda-nos
a solidificar nossa imagem. Embalagem é importante,
mas se o conteúdo não for o esperado,
a fila anda e você nem percebe. Postura, conhecimento,
reciclar-se é fundamental. Sim, somos metamorfoses
ambulantes, temos que lidar com os mais diversos
temperamentos, estilos e muitas vezes engolir sapos
enormes e ainda ter que fazer cara que estavam deliciosos.
Penso eu que se não morrer após deglutir
essa bizarra iguaria com certeza estarei mais forte.
Em
uma corporação, seja você mesmo,
mas não seja sempre o mesmo, sua mesa pode
ficar no mesmo lugar, mas os apetrechos que a constituem
esses precisam ser modificados como você.
Não tenha medo de errar, aprenda com os erros
e se puder acertar antes de errar, será menos
doloroso. Lembre-se seu balcão da mais trabalho
de empurrar do que você.
Diogo de Andrade Soares
20.02.08
Baseado
no texto:
De que lado do balcão você está?
Prof. Victoriano Garrido.