MEU
ENCONTRO COM UMA BIG BROTHER
Tudo
começou com um convite do meu amigo Licio,
Diretor da TV Santa Cruz, afiliada da Globo / Rede
Bahia no Sul do Estado, para proferir uma palestra
no Iº Seminário de Marketing de Teixeira
de Freitas, agora em Abril.
Ao
entrar no carro da TV, vi que teria companhia, era
Elane, finalista do terceiro Releaty Show , uma
espécie de zoológico humano, sucesso
no mundo todo. Ela é de Itanhem, uma pequena
cidade da Região, que através do programa,
ganhou notoriedade nacional. Não é
por acaso que o Prefeito a elegeu "Embaixadora"
do lugar. Estava acompanhada de um irmão,
que me explicou que reveza com um outro, na guarda
e segurança da emergente Pop Star, também
aproveitando seus segundos de fama, como família
de celebridade.
Ao
chegarmos no local do evento, observei surpreso
que uma pequena multidão a aguardava e pude
comprovar a força da mídia e a sua
extraordinária capacidade de transformar
pobres mortais em mega Estrelas da noite para o
dia, nem que seja por ínfimos quinze minutos,
ou seja, famosos com data de validade pré-determinada.
Todos
estavam atrás de um autografo, uma foto ou
apenas observar de perto alguém que viram
pela TV, numa estranha obsessão que sentimos
pelas celebridades . Uns poucos, metidos a intelectuais
torciam a boca e olhavam de soslaio, para não
dar bandeira e mostrarem refinamento. Pobre sociedade
da aparência
Ela
abriu o Evento, falou com muita propriedade para
o público mostrando amadurecimento. Revelou
seus planos de fazer uma Faculdade, o que foi ótimo,
como exemplo positivo para as pessoas. Depois das
palestras fomos jantar e entre um autografo e outro,
vazou a noticia do restaurante que estávamos,
nos deliciamos com suas historias de bastidores,
sobre a casa, do seu desafio de saindo de uma pequena
cidade do interior e tendo uma origem bastante humilde,
enfrentar cobras criadas da cidade grande.
De
tudo que ela falou, ficou para mim três lições.
Primeiro como é importante não desistir
de nossos sonhos, ela concorreu com 140.000 candidatos
ouvindo as pessoas falarem o tempo todo que era
impossível e não ia dar em nada, pois
vivemos a sociedade do descrédito. Depois,
do que as pessoas são capazes de fazer para
aparecer, vivemos a sociedade do espetáculo.
Por ultimo, ficou a sua certeza ( Ótimo para
ela que pense assim ) de que esta loucura passa
rápido e ela precisa aproveitar as oportunidades,
já que logo surgirá uma nova Elane,
vivemos a sociedade do descartável.
Ah!
no final do jantar, deixei minha "reputação"
de lado e meio sem jeito, como quem compra disco
de Amado Batista escondido, lê revista Contigo
no banheiro ou vê novela trancado no quarto,
cai na tietagem. Tirei fotos com Elane, pedi autógrafos
e coloquei para falar no celular com meus filhos.
Afinal, como todo menina baiana, Elane tem um jeito
que Deus dá.
Victoriano
Garrido Filho
Diretor de Educação Corporativa da
ABRH-BA
vgarrido@terra.com.br